Preciso me Encontrar Interprete: Cartola Composição: Candeia
Deixe-me ir preciso andar, Vou por aí a procurar, Sorrir pra não chorar Deixe-me ir preciso andar, Vou por aí a procurar, Sorrir pra não chorar
Quero assistir ao sol nascer, Ver as águas dos rios correr, Ouvir os pássaros cantar, Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir preciso andar, Vou por aí a procurar, Sorrir pra não chorar Se alguém por mim perguntar, Diga que eu só vou voltar Depois que me encontrar
Quero assistir ao sol nascer, Ver as águas dos rios correr, Ouvir os pássaros cantar, Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir preciso andar, Vou por aí a procurar, Sorrir pra não chorar Deixe-me ir preciso andar, Vou por aí a procurar, Sorrir pra não chorar Deixe-me ir preciso andar, Vou por aí a procurar, Sorrir pra não chorar
Eu não gosto do bom gosto Eu não gosto de bom senso Eu não gosto de bons modos Não gosto
Eu aguento até rigores Eu não tenho pena dos traídos Eu hospedo infratores e banidos Eu respeito conveniências Eu não ligo pra conchavos Eu suporto aparências Eu não gosto de maus tratos
Mas o que eu não gosto é do bom gosto Eu não gosto de bom senso Eu não gosto de bons modos Não gosto
Eu aguento até os modernos E seus segundos cadernos Eu aguento até os caretas E suas verdades perfeitas
O que eu não gosto é do bom gosto Eu não gosto de bom senso Eu não gosto de bons modos Não gosto
Eu aguento até os estetas Eu não julgo a competência Eu não ligo para etiqueta Eu aplaudo rebeldias Eu respeito tiranias Eu compreendo piedades Eu não condeno mentiras Eu não condeno vaidades
O que eu não gosto é do bom gosto Eu não gosto do bom senso Eu não gosto de bons modos Não gosto
Eu gosto dos que têm fome Dos que morrem de vontade Dos que secam de desejo Dos que ardem…
Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar se possível judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. Ä própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão!
Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas!
Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem não de um só homem ou grupo de homens, mas dos homens todos!
Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder; O poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade!
Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa.
Portanto, em nome da democracia usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão!
Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência.
Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós.
Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah?
O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade.
Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.